terça-feira, 5 de março de 2013

QUEM É JEAN-JACQUES LEMÊTRE?


O HOMEM INSTRUMENTO
Jean-Jacques Lemêtre, ainda criança começou sozinho a aprender a tocar instrumentos. Aos 12 anos, tocava saxofone e clarinete com uma banda de rock em Paris. Logo,  começou a estudar de forma acadêmica. Canto Gregoriano, clarinete, saxofone, composição e fabricação de instrumentos. Jean-Jacques Lemêtre tocou com várias orquestras sinfônicas, especializadas na música da idade média até música contemporânea com o mestre Pierre Boulez, sem abandonar o rock. Descobriu o jazz, o free jazz, a música folclórica da Europa e a música tradicional do Oriente médio. Jean-Jacques Lemêtre é eclético.
1978 é o ano de seu primeiro trabalho com Ariane Mnouchkine e o Théâtre du Soleil com a peça Mephisto.  Desde então, marcou o trabalho e o sucesso da trupe. Jean-Jacques prepara com muito cuidado cada produção. Ele viaja, mergulha na cultura e na música dos países, explora suas tradições, religiões e artes. Coleciona instrumentos, reconstrói alguns, inventa outros para chegar ao som que ele ouve. Jean-Jacques inventa, acha a música no momento que o som aparece. Ele respira com os atores. Ele segue cada passo dos personagens.
Além de sua colaboração com Ariane Mnouchkine desde os anos 70, Jean-Jacques Lemêtre participou de filmes na tela grande ou na TV, compõe para teatro, balé, circo, publicidade ou ópera. Compôs a música dos Jogos Olímpicos de inverno de Albertville em 1992, como havia composto a do Bicentenário da Revolução francesa em 1989. Desenvolve um trabalho de etnomusicólogo  e entende a música na sua dimensão meditativa.
Em 1996, compõe uma música sobre o acidente nuclear de Tchernobyl e a apresenta com o ator Georges Bigot. Totalmente singular, ao fim de seus concertos, Jean-Jacques Lemêtre convida a platéia para tocar e experimentar seus instrumentos. Assim seus shows acabam com improvisações que unem pessoas que não se conhecem.
Também é professor, anima oficinas sobre instrumentos e sons tradicionais e música no/do teatro, no mundo inteiro.  Gravou vários discos. Foi premiado inúmeras vezes por suas composições. Ganhou o Prix Molière, na categoria Música para teatro em 2005.
Coleciona instrumentos originais, tem mais de 2500, alguns quase desaparecidos. No ciclo, Les Atrides do Théâtre du Soleil, ele e seus assistentes tocaram ao vivo mais de 300 deles. Nas suas composições, Lemêtre revela e compartilha os sentimentos e os pensamentos da comunidade artística através dos instrumentos que ele criou.

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