domingo, 31 de março de 2013

ÚLTIMO DIA PARA INSCRIÇÃO É HOJE 31 DE MARÇO

ÚLTIMO AVISO! 
QUEM SE INSCREVEU E MANDOU O COMPROVANTE ESTÁ COM A VAGA GARANTIDA! 
QUEM NÃO SE INSCREVEU DANÇOU...

AINDA TEMOS VAGAS MAS A PARTIR DE AMANHÃ O INVESTIMENTO SERÁ DE R$ 350,00...
LEMBRANDO QUE AS INSCRIÇÕES NÃO VALEM NADA ATÉ O ENVIO DO COMPROVANTE DE DEPÓSITO.
A VAGA SÓ É GARANTIDA APÓS O PAGAMENTO...
OBRIGADA AOS QUE ESTARÃO CONOSCO...


terça-feira, 19 de março de 2013

JEAN-JACQUES LEMÊTRE FALA DO SEU TRABALHO

Oficina O Corpo Musical


El Théâtre du Soleil ofrece ese privilegio de poder partir de cero. La música despega verdaderamente de cero, es decir con las manos, con los pies, con el corazón. ¿El corazón? Sentir lo que hay sobre el escenario, sentir a los actores, la manera cómo se mueven, respiran, hablan. Todo comienza por los tambores, porque, en la medida en que ningún papel se distribuye al principio, donde todo está abierto y donde no tenemos ninguna idea preconcebida, yo no toco ningún tema melódico o armónico, sino el latir, la pulsación, lo “fundamental del actor”, hombre o mujer. Luego viene la idea de “bordón”, que es una melodía extremadamente simple que comienza a rellenarse en las alturas de las voces. Yo aprendo al mismo tiempo que todo el mundo. Hay una evolución en la música que pasa en un principio por un trabajo simple- hacer un ritmo, de manera que el tempo del actor en escena no se vuelva, sostenido por mucha lentitud, cotidiano o realista. Cierta velocidad es necesaria para que podamos comenzar a trabajar y que una escena no decaiga. Y, poco a poco, todo adquiere forma, los personajes se revelan y la música se revela con los personajes, porque la distribución se concreta progresivamente. Lo que me gusta en este trabajo, es que, de hecho, no tenemos necesidad de teorizar. La creación y la distribución se hace a medida que se avanza, en “directo”. Jean Jacques Lemêtre

domingo, 17 de março de 2013

QUEM É JJL 2 - A MISSÃO

Jean-Jacques em participação especial na foto de Ariane e Maria Júlia
Canoas dezembro de 2011 - Foto Deolinda Vilhena



Atores, músicos e dançarinos de Salvador terão a oportunidade única de dividir conhecimentos com um dos nomes mais respeitados na área de musicalização cênica. Trata-se do compositor, performer e multi-instrumentista Jean-Jacques Lemêtre - integrante do Théâtre du Soleil (França) desde 1979. Ele conduz uma oficina no Teatro Vila Velha nos dias 22, 23 e 24 de maio, das 9 às 13h, numa realização da Profa. Dra. Deolinda Vilhena.
Ao longo do curso, Lemêtre abordará as relações entre a música e o teatro a partir de princípios como o “corpo melódico”, o “corpo harmônico” e o “corpo rítmico”. Esta é uma das bases do Théâtre du Soleil, reconhecido pelo exímio trabalho coletivo dos artistas. Em suas criações, a diretora da companhia Ariane Mnouchkine propõe a perfeita simbiose entre cena e música, como se esta fosse parte da própria respiração dos atores ou uma expressão onírica do texto. Para Lemêtre, a música representa um terceiro pulmão do ator. Na companhia francesa, o JJ acompanha o elenco não só ao longo das criações, mas no próprio ato da encenação.
Durante a oficina, as dinâmicas serão baseadas principalmente no ritmo, na concentração e na presença cênica dos participantes por meio de diferentes modalidades de improvisação. Já na conferência, com duas horas de duração, o músico fará uma exposição teórica sobre o seu trabalho dentro do Théâtre du Soleil. As vagas são limitadas e o critério é a seleção será feita por meio de uma carta de intenção e análise de um mini-currículo de no máximo 5 linhas. 
Maiores informações pelo: http://ocorpomusicaljjlsalvador.blogspot.com.br/ 
ou pelo email: jjoficinasalvador@gmail.com 
ou no telefone (71) 8850-6595 com Deolinda.
Jean-Jacques Lemêtre é conhecido por criar centenas de instrumentos musicais e por executar mais de 2800 objetos sonoros, traz no currículo o cobiçado Prêmio Molière na categoria “música para teatro” e compõe trilhas para cinema ao lado de influentes diretores, como David Lynch. Há 20 anos, Lemêtre reúne gravações de vozes em mais de 1800 línguas e dialetos; com o registro, compôs um grande poema sinfônico, Babel, cuja estreia mundial aconteceu no Canadá, em novembro de 2012.

sexta-feira, 15 de março de 2013

APLAUDINDO JEAN-JACQUES LEMÊTRE

Vídeo do acervo pessoal de Deolinda Vilhena

Cena dos agradecimentos finais da peça Os Náufragos da Louca Esperança, espetáculo de Ariane Mnouchkine para o Théâtre du Soleil, na noite de 16 de outubro de 2011, SESC Belenzinho em São Paulo. Prestem atenção aos aplausos quando Jean-Jacques Lemêtre entra em cena...é de arrepiar...
Salvador recebe um GÊNIO da sua arte e os que fazem teatro, dança ou música e acreditam que sem formação não há salvação, nem solução, devem garantir suas vagas. Ao final de cinco dias de inscrições estamos em condições de afirmar que, a continuar nesse ritmo, em breve não teremos mais vagas...por isso não vacile, na vida a gente só deve se arrepender do que não fez. 

quinta-feira, 14 de março de 2013

NÃO PERCA SUA VAGA!!!

Jean-Jacques nos agradecimentos finais de Os Náufragos da Louca Esperança

Já estão abertas as inscrições para a oficina O CORPO MUSICAL a ser ministrada por Jean-Jacques Lemêtre nos dias 22, 23 e 24 de maio, no Teatro Vila Velha em Salvador.

As inscrições serão validadas APÓS O ENVIO DO COMPROVANTE DE DEPÓSITO BANCÁRIO DA TAXA DE INSCRIÇÃO. Mas procure ser rápido, pois APENAS OS 40 PRIMEIROS COMPROVANTES DE DEPÓSITO SERÃO ACEITOS. Os que cheagem após serão devolvidos.

Instruções no blog e inscrições confirmadas apenas após envio do comprovante de pagamento da taxa de inscrição para o email: jjloficinasalvador@ gmail.com

Não perca tempo e garanta a sua vaga!



segunda-feira, 11 de março de 2013

INSCRIÇÕES ABERTAS! INSCREVA-SE AQUI!

O mundo maravilhoso de Jean-Jacques Lemêtre no espetáculo Os Náufragos da Louca Esperança

Já estão abertas as inscrições para a oficina O CORPO MUSICAL a ser ministrada por Jean-Jacques Lemêtre nos dias 22, 23 e 24 de maio, no Teatro Vila Velha em Salvador.
Instruções no blog e inscrições confirmadas apenas após envio do comprovante de pagamento da taxa de inscrição para o email: jjloficinasalvador@ gmail.com

Não perca tempo e garanta a sua vaga!
Inscreva-se aqui:

http://ocorpomusicaljjlsalvador.blogspot.com.br/p/inscricoes.html

domingo, 10 de março de 2013

AMANHÃ 11 DE MARÇO INSCRIÇÕES ABERTAS

FICHA DE INSCRIÇÃO DISPONÍVEL A PARTIR DE AMANHÃ. 
INSCRIÇÃO ACEITA APENAS VIA ESSE BLOG

DETALHE 1: 
INSCRIÇÃO SÓ SERÁ VALIDADA APÓS ENVIO DO COMPROVANTE DE DEPÓSITO. 
DETALHE 2:
AS INSCRIÇÕES SE FARÃO EM ORDEM DE CHEGADA DOS COMPROVANTES DE PAGAMENTO E NÃO DAS FICHAS DE INSCRIÇÃO. 

terça-feira, 5 de março de 2013

QUE APITO TOCA JEAN-JACQUES LEMÊTRE?




Atores, músicos e dançarinos de Salvador terão a oportunidade única de dividir conhecimentos com um dos nomes mais respeitados na área de musicalização cênica. Trata-se do compositor, performer e multi-instrumentista Jean-Jacques Lemêtre - integrante do Théâtre du Soleil (França) desde 1979. Ele conduz uma oficina no Teatro Vila Velha nos dias 22, 23 e 24 de maio, das 9 às 13h, numa realização da Profa. Dra. Deolinda Vilhena.
Ao longo do curso, Lemêtre abordará as relações entre a música e o teatro a partir de princípios como o “corpo melódico”, o “corpo harmônico” e o “corpo rítmico”. Esta é uma das bases do Théâtre du Soleil, reconhecido pelo exímio trabalho coletivo dos artistas. Em suas criações, a diretora da companhia Ariane Mnouchkine propõe a perfeita simbiose entre cena e música, como se esta fosse parte da própria respiração dos atores ou uma expressão onírica do texto. Para Lemêtre, a música representa um terceiro pulmão do ator. Na companhia francesa, o JJ acompanha o elenco não só ao longo das criações, mas no próprio ato da encenação.
Durante a oficina, as dinâmicas serão baseadas principalmente no ritmo, na concentração e na presença cênica dos participantes por meio de diferentes modalidades de improvisação. Já na conferência, com duas horas de duração, o músico fará uma exposição teórica sobre o seu trabalho dentro do Théâtre du Soleil. As vagas são limitadas e o critério é a seleção será feita por meio de uma carta de intenção e análise de um mini-currículo de no máximo 5 linhas. 
Maiores informações pelo: http://ocorpomusicaljjlsalvador.blogspot.com.br/ 
ou pelo email: jjoficinasalvador@gmail.com 
ou no telefone (71) 8850-6595 com Deolinda.
Jean-Jacques Lemêtre é conhecido por criar centenas de instrumentos musicais e por executar mais de 2800 objetos sonoros, traz no currículo o cobiçado Prêmio Molière na categoria “música para teatro” e compõe trilhas para cinema ao lado de influentes diretores, como David Lynch. Há 20 anos, Lemêtre reúne gravações de vozes em mais de 1800 línguas e dialetos; com o registro, compôs um grande poema sinfônico, Babel, cuja estreia mundial aconteceu no Canadá, em novembro de 2012.

O SEGREDO DO ÚLTIMO DOS DEUSES (Hélène Cixous)



Ele brinca com o vento, ele é o Vento, ele provoca tempestades, ei-lo que levanta as Velas, revelando os segredos dos corações. O mestre das fúrias cósmicas mantém-se de lado durante todo o ensaio, não se mostra, põe-se em pé naturalmente, como uma coluna mitológica no antro da música, veste, sobre o corpo de urso solar, uma camisa xadrez de lenhador. Finge ser, discretamente, humano. Como todos os seres de origem extranatural que vêm a nós misturar-se, ele tem a fala breve e codificada, exprime-se disfarçadamente, derrama três gotas de suas torrentes. Ele ri, ele ri-se. Gentilmente, discretamente, comporta-se como Gulliver em Lilliput, reduzindo as suas colossais dimensões, para ajustá-las ao alcance do povo, às mínimas humanas que ele acompanha. Ele se faz esquecer, é uma arte, e substituir por elementos sonoros que lança profusamente aos sedentos de sobrelevações e de profundezas que somos.
Numa noite de inverno, a quinquagésima do Les Naufragés du Fol Espoir (Os Náufragos da louca esperança), veio-me repentinamente a ideia de ir da plateia, onde fiquei centenas de vezes, até à cabine de música onde o mestre forja as suas vigorosas colorações fônicas.  No meu devaneio de espectadora, esta caverna fechada por onde passa, silenciosamente em meio ao alarido dos timbales, a silhueta do mágico, era a cabine do Capitão Éolo, uma espécie de divindade digna dos super-homens de Jules Verne. A Capitania, com as máquinas adiante, a cabine de direção, a caverna, as entranhas. Segundo ele, o divino Éolo, eu entrei no ateliê do guitarreiro. Deslizei por trás do guitarreiro. Guitarreiro, segundo ele, é uma espécie de lutador musical. Um leitor universal das músicas e das línguas do mundo. Você entende? Bom, eu estava lá e tive a revelação. Eis o que vi : vi que Jean Jacques Lemêtre, o titânico diabrete que encanta todos os espetáculos do Soleil, não vê nada do que nós, o público, vemos. Da anfractuosidade onde ele faz ribombar as suas rajadas inquietantes, nada se vê, a não ser uma estreita nesga do palco onde o espetáculo se desenrola. Dificilmente se entrevê alguns perfis de atores que por instantes atravessam o campo visual. Não mais parei de me extasiar: mas nada se vê! Pois você nunca viu este nobre e suntuoso objeto visível que seiscentas pessoas contemplam todas as noites?! E batia na testa em seguida. Quão cega você é! E eu, que não tinha visto, apesar de tantos anos de conivência, que, naturalmente, necessariamente, ao Divino músico é impossível ver com os seus olhos. Pois que, tomando o lugar de todos os sentidos, é o Ouvido que vê. Esta música que dá alma aos corpos, que abre os espaços aos personagens, que retrata os andares do céu e dos oceanos, que não tem sequencia, não copia, não acompanha, singra adiante, desbrava, explora, oferece aos atores as imensidões motoras que os elevam às esferas das transfigurações.
Eis como isto acontece : ele faz tudo pelo ouvido. Como num sonho, os comediantes, antes de se lançarem no desconhecido de uma cena, vêm, como frágeis Cristóvão Colombo criança, confiar-lhe, em três trêmulas palavras, o rumo de suas ambições. Eles têm a fé e a dúvida. Três palavras. Tão logo, Jean Jacques Lemêtre transforma-se no que é em segredo : Sundog.  Iça as velas: as suas fartas madeixas mitológicas se sacodem como as crinas dos cavalos mágicos. Ele provoca uma tempestade e transporta-os, os comediantes, mais além. É essa a sua missão e o seu prazer, o segredo da sua força inesgotável. – Quando os encaro, diz ele, não estou ali. Estou em um alhures. A sua força é o olhar ao lado, e o tempo todo. Ele percebe a sua origem no sopro :  – vejo-os respirar. Respiração – inspiração. Lança-se três palavras, cinco palavras, como uma indicação, ou então como um certo título de Debussy: “ da aurora ao meio-dia no mar”, “diálogo ao vento”, “a oeste do fim do mundo”, e o navegador magelânico se precipita. O comediante é magelânico : ele ousa tomar os mares, mas é na rota da música interior, aquela que o abastece em energias sobre-humanas.
O músico é um atravessa-fronteiras : ele sobe, desce a escada do tempo, franqueia todos os meridianos, sobrevoa tanto a Turquia como a Nova-Guiné, faz a sua coleta humana de uma música à outra, alado, guiado pelo amor da melhor das « gentes ». Amar pelo ouvido, é receber sem qualquer embaraço, tornar-se inteiramente esponja, absorver as ondas emitidas pelos inúmeros instrumentos vocais, musicais, que acariciam o ar em torno dos continentes. Ei-lo transformado em Holothurie, em pepino dos mares que engole e regurgita os plânctons e os cantos das baleias. Ele é o sobrinho-neto (por amor) desse fabuloso Satie que, aos quarenta e cinco anos de idade, se diz : « Vou retomar as aulas de música  - que digo – vou começar a aprender música! »
O mestre é aquele que começa todos os dias a aprender música.
Genealogias :
Nunca se viu mais viajante, mais chamado por todas as vozes do mundo. Ele tem a quem sair. Por seus ancestrais adotivos, Debussy ou Chostakovitch, Wagner ou Brahms, Haendel ou Bach, Erik Satie ou Monteverdi, ele tem, por herança, todas as trágicas e engraçadas harmonias do mundo ocidental, nenhum livro de ouvido lhe é desconhecido. Por seus ancestrais míticos, ele está aberto às milhares de línguas do universo, ele entende-se tão bem com os aborígenes da Austrália quanto com Clément Jannequin ou com os Ameríndios. Com o tempo, tornou-se guardião e memória dos fonemas e sons das mil e oitocentas línguas cujas flamas hoje diminuem. Ele tem, no ouvido, as vozes dos Micmac, dos Wendakes, dos Cheyenne, dos Mohawk, dos Cree, dos Stravinsky… Seguindo a música índia, ele retorna à Pérsia. Seguindo a música grega ele encontra-se em Katmandu. Musa e museu, pastor e capitão dos mortos e dos sucessores, quando um dia a sua Viagem o leva, com o Théâtre du Soleil, para além do além do fim do mundo, à beira do Magelânia, o seu sonho é o de partilhar uma sinfonia de Chostakovitch com os Alakalufes nus, os quais, pretende-se, não têm instrumentos musicais. Nisto ele não pode acreditar. Com a equipagem do Soleil, ali foi ele descobrir a música perdida dos Pré-históricos. 
Quando esta música vem sublevar os atores e alá-los, ela já chega de muito longe, elevou-se sobre outros continentes, perfumada por oceanos, mas foi, sobretudo, engendrada pelo mestre de Lemêtre, o Urgott, o Deus de Antan, ninguém menos que Moondog, o órfão gigante dos tempos mitológicos, aquele que, antes de desaparecer da face da terra, foi depositado, por todos os gênios primeiros dos povos cantantes, na esquina da Sexta Avenida, em Manhattan, sob a forma de um homem maior que todos os transeuntes, cego coroado pelo capacete de aspas de Thor, o deus do trovão, identificado como Louis Hardin, seu nome comum, mas sendo, na verdade, o Mensageiro das Harmonias do Coração.
Quem vê Sundog Lemêtre vê a reencarnação derradeira de Moondog. É ele, o mesmo Ondin bissexual, a cabeleira em escumantes cascatas, a mesma aparição da Força da Natureza. E, ao contrário do que se poderia supor, ele assume tudo isso. Felicidade por ter sido o recipiendário digno dos segredos do Clochard Céleste (Mendigo Celestial) de Manhattan. O tesouro que se transmite de um planeta a outro – à maneira da mística transmissão dos lamas tibetanos em constante renascimento alhures – é a chama divina que se exala do harmonicamente correto. Eis aqui uma música que escuta e compreende a nostalgia humana. Moondog terá transmitido a Sundog como pegar um ostinato e desenvolvê-lo: trata-se de começar por algo incoerente e preencher todos os interstícios; saturar de vozes o céu e a Via Láctea. O que parece, mas não é, simples repetição nesta música encontra o seu poder enfeitiçante pelo ritmo. E deste ritmo, Moondog e, em seguida, Jean-Jacques Lemêtre encontraram o segredo tocando com os Índios. Quando as vozes se estabilizam ritmicamente nas vibrações das percussões, a isto se chama interpretação. . Eles compreenderam que o que nos perturba é o batimento do coração que se movimenta o tempo todo, estremecendo com ligeiríssimas irregularidades, bem próximo da vida interior. É preciso atingir o coração, a nota central da música. Encontrar, é a palavra. Encontrar o coração ardente da história humana.

                                                                                      Hélène Cixous,
                                                                                      21 de maio 2010 

QUEM É JEAN-JACQUES LEMÊTRE?


O HOMEM INSTRUMENTO
Jean-Jacques Lemêtre, ainda criança começou sozinho a aprender a tocar instrumentos. Aos 12 anos, tocava saxofone e clarinete com uma banda de rock em Paris. Logo,  começou a estudar de forma acadêmica. Canto Gregoriano, clarinete, saxofone, composição e fabricação de instrumentos. Jean-Jacques Lemêtre tocou com várias orquestras sinfônicas, especializadas na música da idade média até música contemporânea com o mestre Pierre Boulez, sem abandonar o rock. Descobriu o jazz, o free jazz, a música folclórica da Europa e a música tradicional do Oriente médio. Jean-Jacques Lemêtre é eclético.
1978 é o ano de seu primeiro trabalho com Ariane Mnouchkine e o Théâtre du Soleil com a peça Mephisto.  Desde então, marcou o trabalho e o sucesso da trupe. Jean-Jacques prepara com muito cuidado cada produção. Ele viaja, mergulha na cultura e na música dos países, explora suas tradições, religiões e artes. Coleciona instrumentos, reconstrói alguns, inventa outros para chegar ao som que ele ouve. Jean-Jacques inventa, acha a música no momento que o som aparece. Ele respira com os atores. Ele segue cada passo dos personagens.
Além de sua colaboração com Ariane Mnouchkine desde os anos 70, Jean-Jacques Lemêtre participou de filmes na tela grande ou na TV, compõe para teatro, balé, circo, publicidade ou ópera. Compôs a música dos Jogos Olímpicos de inverno de Albertville em 1992, como havia composto a do Bicentenário da Revolução francesa em 1989. Desenvolve um trabalho de etnomusicólogo  e entende a música na sua dimensão meditativa.
Em 1996, compõe uma música sobre o acidente nuclear de Tchernobyl e a apresenta com o ator Georges Bigot. Totalmente singular, ao fim de seus concertos, Jean-Jacques Lemêtre convida a platéia para tocar e experimentar seus instrumentos. Assim seus shows acabam com improvisações que unem pessoas que não se conhecem.
Também é professor, anima oficinas sobre instrumentos e sons tradicionais e música no/do teatro, no mundo inteiro.  Gravou vários discos. Foi premiado inúmeras vezes por suas composições. Ganhou o Prix Molière, na categoria Música para teatro em 2005.
Coleciona instrumentos originais, tem mais de 2500, alguns quase desaparecidos. No ciclo, Les Atrides do Théâtre du Soleil, ele e seus assistentes tocaram ao vivo mais de 300 deles. Nas suas composições, Lemêtre revela e compartilha os sentimentos e os pensamentos da comunidade artística através dos instrumentos que ele criou.

JEAN-JACQUES LEMÊTRE, MAESTRO DO THÉÂTRE DU SOLEIL EM SALVADOR


Jean-Jacques Lemêtre 

Jean-Jacques Lemêtre, maestro do Théâtre du Soleil e há 35 anos braço direito de Ariane Mnouchkine chega a Salvador em maio para ministrar a oficina O Corpo Musical no Teatro Vila Velha.
Em outubro de 2011, no âmbito do 1º Colóquio Internacional No Reino dos Festivais, em parceria com o Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia (FIAC), Jean-Jacques Lemêtre ministrou sua primeira oficina na Bahia. De volta à América Latina para uma série de workshops na Argentina e no Brasil, Jean-Jacques abre espaço na agenda para vir uma vez mais a Salvador. Dessa vez a oficina será realizada no Teatro Vila Velha, a Cartoucherie Bahianaise.

SERVIÇO OFICINA O CORPO MUSICAL
Ministrante: Jean-Jacques Lemêtre
Local: Teatro Vila Velha
Quando? dias 22, 23 e 24 de maio
Horário: das 9h às 13h
Investimento: R$ 250,00 até o dia 31 de março, após essa data R$ 350,00
Número de vagas: 40
Inscrições a partir de 11 de março - http://ocorpomusicaljjlsalvador.blogspot.com.br
Maiores informações: jjloficinasalvador@gmail.com ou (71) 8850-6595

OFICINA "O CORPO DO ATOR" - INSCRIÇÕES



As inscrições para a oficina O CORPO DO ATOR a ser ministrada por Jean-Jacques Lemêtre nos dias 22, 23 e 24 de maio de 2013, no Teatro Vila Velha, serão realizadas a partir do dia 11 de março nesse blog ou via e-mail: jjloficina salvador@gmail.com